terça-feira, 11 de novembro de 2014

FOME! ONDE? e 1 DÓLAR


            FOME! ONDE?

Naquele barraco tem uma família,
Dona teresa não tem comida na mesa
Seu caçula tinha sete e não lia
Quem consegue estudar com tanta pobreza?

Ter um atraso intelectual
Por falta do fundamental
Como podem lutar com igualdade?
O que mais temos é desigualdade.

O governo não faz muito,
A miséria tira férias bem aqui,
E você não tá nem ai.

Quanto menos tem mais doa,
Quanto mais rico é menos solidário fica,
Ignorando o barraco, fingindo, tudo tá na boa.

            Semana passada participei de um mutirão ao qual passamos por algumas ruas da Vila da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, recolhendo alimentos para compor cestas básicas ao qual no fim do ano levaremos a pessoas mais necessitadas do que nós, vimos muitas pessoas ajudando, porém não foi nem 10% das casas que pedimos contribuições que nos ajudaram, algumas nos deram mais do que foi pedido, enquanto outros nos trataram com arrogância e desprezo ao ponto de um homem de aproximadamente cinquenta anos dizer: Fala para o pobre se cadastrar no bolsa família. Logo em seguida deu as costas e entrou para sua casa. Eu fiquei imaginando por alguns segundo se ele já pensou que um pobre que doa sangue pode salvar a vida dele em uma situação difícil, ou que hoje ele pode pensar que tem tudo e amanhã não ter nada, talvez não seja ele mas um de seus descendentes.                Enfim ajudar alguém muito mais necessitado não implica em diminuir suas riquezas terrenas, o seu pouco pode ser o muito para alguém. Nesse final de ano pense em fazer o mínimo, procure uma ONG, igreja ou qualquer outro lugar que tenha um trabalho desses e faça o mínimo.

Deixo abaixo um curto documentário sobre pessoas que sobrevivem na América Latina com menos que 1 DÓLAR por dia, espero que você saiba que mesmo tendo pouco você tem muito.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

MEU PRIMEIRO SKATE

Eu estava curtindo aquela sensação gostosa do descomprometimento com a escola por consequência do fim do ano letivo, a aprovação era certa, naquele ano que eu poderia arriscar em puxar na memória ser o ano 2000, meu pai resolveu levar eu e meus dois irmão para comprar meu primeiro skate e peças para os skates deles, para minha surpresa meu pai acabou comprando um para si. Quem diria o velho pioneiro voltando a ativa, hoje compreendo que meu pai era jovem, mais jovem que muito jovem de hoje.
Naquela tarde chuvosa eles passaram escolhendo lixa, rodinhas, rolamentos e shapes de acordo com a qualidade do produto e eu apenas uma criança escolhi meu skate pelo desenho no verso. 
O pai nos deixou a vontade em relação ao lanche, dezembro o decimo terceiro na conta as coisas pareciam ser mais fácil, eu comi dois croassant com Coca-cola meus irmão se deleitaram em uns três ou quatro salgados, ao fim daquela expedição na galeria River em seu nobre endereço locado em Ipanema, enfim embarcamos no ônibus e voltamos para a Zona Oeste com nossos produtos, atraves da janela respingada de chuva e embaçada eu via um belo momento de minha vida se tornar memória de uma boa tarde entre irmãos.
Ansiosos por andar, meus irmão chegaram em casa e fizeram a manutenção em seus carrinhos(skates), enquanto eu estava pronto para dormir eles estava prontos para sair, minha mãe pediu esclarecimento de onde iriam e que horas iriam voltar. Sabendo que eles iriam andar de skate pulei num despertar, todo aquele sono sumiu, depois de um breve período de insistência eles acabaram levando-me para andar de skate no Polo, nome dado a uma fabrica abandonada perto de casa, ali os jovens daquele bairro fizeram um skate park de improviso onde se faziam manobras não só de skate mas eles também manobravam suas dificuldades de aceitação de um esporte que hoje vai deixando de ser marginalizado e vai ficando elitizado.